#MeuAlunoMeEnsinou: o que professores aprendem com estudantes?

#MeuAlunoMeEnsinou: o que professores aprendem com estudantes?

A campanha #MeuAlunoMeEnsinou teve o intuito de reconhecer, valorizar e disseminar histórias de ensino e aprendizagem que educadores e educadoras de todo o Brasil já vivenciaram junto aos seus estudantes

A capacidade de aprendizado parte sempre da troca, do sentir e do fazer coletivo. E é no encontro com o outro que a mágica acontece: professor vira aluno, aluno vira professor e todos saem cheios de novos olhares e experiências. Com o intuito de instigar novas reflexões nos espaços educativos, o Criativos da Escola lançou a campanha #MeuAlunoMeEnsinou, que terminou na última quinta-feira (31).

A campanha, que seguiu por todo o mês de outubro, foi um chamado para que educadoras e educadores compartilhassem em suas redes sociais relatos, em texto ou vídeo, do que seus alunos já haviam lhes ensinado. O objetivo? Reconhecer, valorizar e disseminar histórias de troca entre alunos e professores nos processos de ensino e aprendizagem, em diferentes complexidades e diversidades identitárias e sociais.

Veja +: #MeuAlunoMeEnsinou: campanha valoriza papel de estudantes no ensino

Depois de 31 dias, chegamos aqui completamente inspirados pelos cerca de 100 relatos recebidos dos mais diversos cantos do Brasil. Desde ensinamentos práticos (como capoeira ou computação) até lições de vida (como questões de comportamento e superação), todas as histórias compartilhadas mostram que aprender é uma ação plural.

Participaram da campanha, inclusive, pensadores da educação, como o colombiano Bernardo Toro e o português José Pacheco (criador da Escola da Ponte, em Portugal). Ambos trouxeram a importância de entender o contexto social no qual o aluno está inserido, assim como respeitar suas múltiplas identidades. Veja a história compartilhada pelo professor Pacheco:

Dos relatos compartilhados, o assunto mais abordado foi o próprio processo de ensinar. Ao observar e ouvir atentamente seus alunos, muitos professores perceberam como nossos processos de aprendizagem variam em forma e duração e permitiram que essas crianças e jovens lhes mostrassem como os ensinar.

Um exemplo é o seguinte relato do Valcenir Karai, professor da Escola Guarani Gwyra Pepo, na aldeia Tenode Porã, em São Paulo: “[Meus alunos] me ensinaram a ter mais paciência, a respeitar o tempo.”

Recebemos ensinamentos de alunos inseridos nas mais diversas condições de educação, com destaque para os relatos de arte-educadores do Arte na Casa, projeto da Ação Educativa que acontece nas unidades da Fundação Casa (SP). Eles nos contaram histórias de aprendizagem que mostram a criatividade de jovens que, mesmo em atendimento sócio-educativo, continuam construindo seus sonhos por meio da arte e da cultura.

“O processo de ensino e aprendizagem é pautado na troca, na troca do ouvir, na troca do falar, e na troca da humanização que é colocada nesse processo”, aponta Beringer de Paula Pereira, coordenadora do Arte na Casa. “É importante respeitar a trajetória e memória dos jovens, entendendo o contexto que fez com que chagassem até ali. Pois só assim vai haver o processo de ensino e aprendizagem”. 

“Meus alunos criaram um sistema de libras próprio; uma forma própria de comunicação”, foi o aprendizado do Rafael Pinho, arte-educador na Fundação Casa, pelo programa Arte na Casa da Ação Educativa:

As mais de cem histórias compartilhadas nesse mês de outubro sobre o que estudantes têm ensinado aos seus educadores não teriam acontecido se não houvesse diálogo, empatia, respeito e colaboração entre as partes. Esses são valores fundamentais para que o protagonismo estudantil aconteça e precisam estar presentes em todas as etapas educativas.

A professora Denize Groff refletiu sobre a importância do afeto e companheirismo no processo de aprendizagem em vídeo-relato para a campanha. Ela é orientadora do projeto “E se fosse com você?” premiado no Desafio Criativos da Escola 2019:

O mês da criança e do professor termina, mas nossas reflexões sobre como efetivar práticas que valorizem crianças e jovens no processo de ensino e aprendizagem continuam sempre.

Contamos com você, estudantes e educadores, para seguirmos provocando outros processos educativos, a partir do fortalecimento da ideia de que todas as pessoas podem contribuir para a construção de uma sociedade melhor.

Confiram mais exemplos do que diversos estudantes ensinaram a educadoras e educadores que se uniram a campanha #MeuAlunoMeEnsinou:

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato de Nômade Griot, arte-educador de jovens da Fundação Casa, pelo programa Arte na Casa da Ação Educativa.

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato da professora Maria Rocha

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato de Cristiane Moscou, arte-educadora de jovens da Fundação Casa, pelo programa Arte na Casa da Ação Educativa.

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato da professora Daniela Taime

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato de professora anônima

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato da professora Tatiana Venâncio

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato do professor Jaime Teles

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato da professora Marluce da Silva

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato do professor Carlos Vidoca

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou
Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Relato de professor anônimo

Aspas da campanha #MeuAlunoMeEnsinou

Redação: Criativos da Escola
Imagens: Divulgação

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