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Como mobilizar parceiros e comunidade para ajudar a implementar um projeto? 

Monte seu grupo de estudantes do ensino fundamental ou médio e participe desta jornada de missões!

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19/05/2020 - Por Helisa Ignácio

Confira passo a passo que pode auxiliar grupos a mobilizarem parceiros para colocar um projeto em prática.

Ao criar um plano de ação, a mobilização de pessoas e grupos pode ampliar os limites da transformação que os estudantes querem realizar. Quanto mais colegas envolvidos, maior será a capacidade de agir, maior também será o apelo às demais pessoas de o quanto isso é importante. O mesmo ocorre se o grupo de estudantes conseguir o apoio da gestão da escola, dos vizinhos, das famílias ou parcerias com outros grupos: mais gente do seu lado atrai mais apoio e mais apoio atrai mais gente para sua causa.  

Para auxiliar estudantes que estejam desenvolvendo seus planos de  ação, o Criativos da Escola conta com  a parceria com a associação Quero na Escola. Confira abaixo um passo a passo feito por esta organização que auxilia centenas de estudantes de escolas públicas a mobilizarem  parceiros para conseguirem apoios e atividades que sonham ter em suas escolas e comunidades.

Desenhe um mapa de parceiros

A primeira dica para quem quer mobilizar mais pessoas e/ou organizações é voltar ao problema escolhido e à investigação feita para conhecê-lo mais a fundo. Feito isso, seus integrantes podem fazer um mapa com as pessoas e ou grupos que podem ajudar a realizar os próximos passos. Isso vai ajudar a focar a mobilização dos estudantes no mais importante e também a construir o projeto com as pessoas mais envolvidas neste problema. Se a ação é na escola, por exemplo, é muito importante compartilhar os planos com os professores, professoras e os demais profissionais do colégio. 

Mas como construir um mapa? Para começar, os integrantes do grupo podem fazer uma lista de todas as pessoas e/ou organização que querem atingir. Revisitar as ações planejadas e os recursos necessários para implementá-las é uma maneira de garantir que o mapeamento inclua todos os possíveis parceiros. Esse mapa pode ser por escrito, desenho ou no formato de um mapa de possibilidades com o ponto de partida (mostrando como a situação está hoje) e de chegada (apontando para o que querem que ocorra). Esta etapa ajudará os alunos e alunas a entenderem quem são as pessoas que precisa mobilizar e para quê. Pode tanto ser os seus vizinhos como especialistas que contribuam com algo muito específico.

Para inspirar os estudantes, clique abaixo e confira o projeto “E se fosse com você?”. Para combater o problema da violência doméstica, as alunas perceberam que precisavam sensibilizar as crianças mais novas e acionar vereadores e a Prefeitura para aprovarem uma nova lei municipal

Seja claro no que você precisa

Quanto mais preciso for o pedido de ajuda, maiores as chances de as pessoas compreenderem a necessidade do grupo e se sentirem aptas a ajudar. 

Imagine que uma criança procura um colega mais velho e diz apenas “você pode me ajudar com matemática?”. As chances do colega se sentir seguro suficiente e com vontade são pequenas. Além disso, ele pode imaginar que vai precisar de muito tempo e atenção apenas para entender a dificuldade. Mas se a criança mostra um papel em que há uma conta de multiplicação, por exemplo, e diz “você pode me ajudar neste exercício?”, muito provavelmente o estudante mais velho vai ao menos ficar curioso e provavelmente se sentir desafiado. Talvez ele saiba resolver e ajude a criança. Talvez não saiba, mas dê uma dica sobre quem sabe. As chance de obter algum apoio são bem maiores ao se fazer um pedido objetivo. 

As pessoas gostam quando percebem que podem ajudar com o que sabem ou com ferramentas a que têm acesso. Convites  claros, em que os colegas ou adultos envolvidos entendem o que precisam fazer, tendem a mover mais pessoas a colaborar. Os especialistas em campanhas chamam esta técnica de “convite para a ação”. 

Aos poucos, vocês podem envolver estas pessoas mais profundamente. Depois que uma pessoa já participou mesmo que de algo simples em seu plano de ação ou projeto, ficará mais fácil fazer com que ela se sinta parte da iniciativa e vinculada à transformação da causa que os estudantes estejam enfrentando.    

 Conte sua história

Ninguém melhor do que os integrantes do grupo para convencer alguém da importância de seu plano de ação ou projeto. Os estudantes podem e devem consultar outras pessoas que sejam tão ou mais impactadas pelo problema, mas nem sempre quem fala sobre uma situação é quem  realmente vivencia o contexto social em que aquela questão está inserida. 

Caso sejam os estudantes as pessoas mais atingidas por este problema, uma dica importante é que seja a voz e a imagem delas a expressar a causa do grupo. Neste sentido, os alunos e alunas podem começar a contar seu plano de ação ou projeto para amigos, familiares ou pessoas de confiança. A reação destas pessoas vai ajudar o grupo a descobrir o que ainda está confuso e o que pode ficar melhor contado nessa história. 

Feito o “teste”, os estudantes podem usar sua ferramenta de expressão favorita para contar ao mundo qual o problema e o plano a ser executado. Pode ser um meme, uma paródia, uma música ou um vídeo, por exemplo. A adolescente sueca que chamou a atenção de todo o mundo em prol da causa ambiental, Greta Thunberg, começou sua greve pelo clima utilizando um simples cartaz.  

Lembre que o simples pode ser revolucionário. As redes sociais que os estudantes mais gostam podem se tornar ferramentas poderosas para que a mensagem do grupo circule. 

Vale a pena também pedir apoio de alguns parceiros levantados no mapeamento do passo 1 para espalhar o seu projeto ou plano de ação. Quanto maior a rede de pessoas que vocês ativarem maior a chance de conseguirem tirar as suas ideias do papel e colocá-las na rua.

As alegrias também mobilizam

Projetos inspiradores feitos por estudantes podem acionar esperanças naqueles que pensam da mesma forma ou torcem pelo grupo. Além de perceber que não estão sozinhos, a mensagem de uma ação transformadora pode mobilizar ainda mais pessoas. Confira abaixo mais dois exemplos de projetos premiados nas edições anteriores do Desafio Criativos da Escola. Os estudantes de São Gonçalo do Amarante (RN) e de Santana do Cariri (CE) mobilizaram suas comunidades e desenvolveram ações que continuam inspirando outras pessoas pelo país todo:

 

Com alegria e autenticidade, os estudantes já estão transformando suas realidades todos os dias. Que tal continuar promovendo ações transformadoras e ampliando seu impacto por meio de familiares, amigos e outras parcerias? Vamos nessa?

+ Participe do Desafio Criativos da Escola 2021

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