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Abra o seu guarda-chuva de ideias e crie uma imagem para o seu grupo!

Monte seu grupo de estudantes do ensino fundamental ou médio e participe desta jornada de missões!

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19/05/2020 - Por Helisa Ignácio

Mensagem, simplicidade e ousadia são os elementos fundamentais para a hora da criação. Confira algumas dicas e não esqueça que saber desenhar não é um pré-requisito! 

Imagine que um belo dia, você abre o seu celular ou o seu computador e alguém colocou como fundo da tela, um guarda-chuva amarelo. Sem mais, nem menos. O que você pensa quando olha para ele? Ele te diz alguma coisa, te lembra alguém, uma série ou uma história? E se você mostrar esse mesmo guarda-chuva amarelo para um parente ou algum amigo, será que eles vão pensar o mesmo que você?

Provavelmente não. E para Vitor Massao, facilitador gráfico do Coletivo Entrelinhas, essa é a grande beleza de trabalhar com imagens. “A imagem tem um elemento muito bacana que é a pluralidade de ideias. As pessoas têm interpretações diferentes sobre as imagens”. Como no caso do guarda-chuva amarelo ou de uma cor. Para ele, todas essas percepções têm a ver com as histórias de vida das pessoas envolvidas no projeto e essa pode ser uma grande vantagem dos grupos.

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Confira abaixo quais são os elementos fundamentais para a hora da criação e veja, no final do texto, algumas dicas práticas para ajudar a desenvolver uma que represente o grupo.

A mensagem. Massao ainda destaca que antes de criar uma imagem, um logo ou alguma referência visual para o projeto, é preciso saber o que se está querendo falar. “É importante perceber que quando a gente constrói um projeto, uma ideia, ele tem uma cara e uma cara que a gente quer fortalecer, têm uma mensagem que a gente quer passar”. Isso porque ter uma imagem que represente o grupo pode ajudar a definir a personalidade do projeto, que é tão importante quanto escolher uma roupa, um acessório e outras coisas que nos ajudam a ser reconhecidos na multidão. 

Além disso, se a intenção é gerar uma conversa a partir da imagem, é importante que o grupo também converse entre si e se escute. “Vamos supor que o tema do grupo seja ‘meio ambiente’… como cada um vê uma imagem do meio ambiente? E se o meio ambiente fosse uma cor, que cor seria?”, provoca. Usar a favor do grupo a pluralidade de interpretações de uma palavra é explorar o potencial dessas diferentes visões. E essas formas diferentes de ver podem ser encaradas como vantagens para chegar em mais pessoas e ampliar os horizontes. Tudo isso pode trazer mais personalidade para o seu projeto ou imagem. 

Seja simples. O projeto Guarda-Chuvas Amarelos, realizado por estudantes do ensino médio da Escola Estadual José Pedreira Neto, em Palmas (TO), é um exemplo disso. A partir de uma campanha sobre o Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, um grupo de jovens decidiu fortalecer a auto-estima dos estudantes da escola e ajudar a amparar, proteger e acolher os adolescentes durante o ano inteiro. 

E para representar a ideia do grupo, escolheram um guarda-chuva amarelo: um objeto cuja a função mais conhecida é justamente proteger contra a chuva. Elas, além disso, usaram uma cor que lembra o tema da saúde mental da campanha. Saiba mais aqui:

Uma dica muito importante para produzir uma boa imagem é buscar a simplicidade. Ao escolher uma imagem simples, menos informações são necessárias para entender a mensagem e isso é fundamental para que o grupo seja visto por outras pessoas e para que a ideia seja passada adiante. 

As meninas do “Naturalmente Cacheadas”, um projeto realizado por estudantes do 6º e do 8º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Professora Leila Mara Avelino no Sumaré, em São Paulo (SP), provaram que é possível fazer uma imagem simples chegar longe. Com o objetivo de falar sobre auto-estima e aceitação da identidade, as jovens utilizaram a silueta de uma estudante negra de perfil com a mensagem “Aceite-se” para comunicar seu objetivo. E conseguiram! Agora o grupo participa de ações em todo o estado, levando mensagem e aceitação. Veja mais informações no vídeo abaixo: 

“Mas eu não sei desenhar!”. Não tem problema. O facilitador gráfico Massao comenta que essa não é uma habilidade essencial, embora possa ajudar. “Vamos imaginar que vamos brincar com o jogo imagem e ação: a gente pode brincar na mímica ou no desenho. Quando a gente brinca no desenho, você precisa desenhar de uma maneira rápida, para que todo mundo entenda e de um jeito simples – o segredo é a simplicidade”. Quanto mais elementos na imagem, mais coisas as pessoas precisam decifrar. Logo, mais difícil é conectar a imagem e a mensagem. Seu objetivo é comunicar rapidamente o que quer e onde quer chegar, então seja simples!

Aqui vão algumas dicas para ajudar os grupos de estudantes a criarem suas imagens:

1 – Converse com o grupo
Uma palavra pode gerar muitas imagens diferentes na mente de pessoas diferentes. Assim como uma imagem pode dar origem a muitas outras reflexões e imagens. A diversidade é uma vantagem de trabalhar em grupo, então explore e abrace todos os pensamentos do grupo sobre o assunto ou sobre o projeto. 

2- Elabore uma mensagem
A partir dessa conversa, reúna as palavras que tenham relação com o tema e brinquem, usando as regras do jogo imagem e ação, com elas, de preferência, com desenhos. A partir daí, separe os elementos e cores que aparecem com frequência, como seres humanos, casas, grupos, animais, objetos. Se alguém souber desenhar no grupo, ótimo, mas lembre-se que construir a mensagem é uma tarefa a ser feita junto. Depois disso, separe as palavras que mais têm a ver com o projeto e elaborem uma frase que reúna as principais ideias do projeto. Essa é a sua mensagem. 

3 – Busque outras perspectivas
Com a mensagem na cabeça, mude sua perspectiva. Se o tema é “meio ambiente” e ele fosse uma cor, que cor seria? Se fosse um livro, qual seria? Se fosse uma pessoa, como seria? Investigue a partir de perguntas para os seus colegas e reúna essas novas palavras e elementos. A partir daí, o grupo pode então começar a pesquisar, desenhar, fotografar ou elaborar uma imagem.

4 – Não julgue
Não julgue o seu desenho, nem o desenho dos outros. Não tenha medo da simplicidade, nem de explorar traços, linhas, formas geométricas, formatos. Tente desenhar como uma criança: livre de julgamentos e desprendida de compromisso com a realidade das coisas. Um copo não precisa ser só para beber água e, no papel, uma flor pode ser maior que uma árvore, sem problemas! 

5 – Pratique, pesquise, pratique
A sensibilidade e o repertório de imagens aumenta quanto mais atentos estivermos às imagens e a outros elementos visuais. Busque referências em memes, livros infantis, na rua, nas redes sociais, nas histórias que ouvir e coloque no papel, do seu jeito, com suas linhas e traços. Quanto mais prática, mais ideias surgem!

6 – Brinque e publique
Tão importante quanto criar uma imagem é mostrar ao público. Então, depois de elaborar a sua ideia e a sua mensagem, escolha uma ferramenta (pode ser Paint, Photoshop, Canva ou outro app de edição). Recorte e cole imagens, desenhe por cima, escreva palavras, mude elementos de lugar, adicione linhas, traços, triângulos, círculos, formas.  A ideia é que este caminho seja muito divertido e coletivo. Ou seja, brinque e veja a mágica acontecer. 

GALERIA DE EXEMPLOS
Inspirem-se nos logos de grupos premiados pelo Desafio Criativos da Escola e organizações sociais. Nos exemplos há desenhos feitos a mão, outros com recursos gráficos presentes em programas de computador e até fotos.

 

Redação: Keyty Medeiros
Edição: Gabriel Maia Salgado e Angélica Garcia

 

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